" Quando as pessoas falam em morte do cinema, e mesmo que se fale das salas às moscas, isso pode nao ter qualquer espécie de relevância; quando muito pode ter morrido ou vir a acabar, é natural, uma forma de fruição de um espectáculo que foi prática corrente, digamos, entre cinquenta, sessenta ou setenta anos deste século. Essa pode ficar reservada para museu, pare recriação de condições, tal como hoje nós podemos ir ver outra vez ao museu como é que um espectador do século XVIII OU XIX via a lanterna mágica ou o teatro de sombras chinês. Agora quanto a todo o princípio que levou à perspectiva , ao teatro de sombras, à imagem reversível, à imagem em movimento e à sua fixação na película ou noutros suportes, é evidente que estamos apenas na pré-préhistória das possibilidades deste tipo de linguagem, outro capítulo e sempre um capítulo de evolução das artes representativas, figurativas ou não, na história da humanidade. Ou seja, tudo o que pode vir a acontecer é do inominável ainda ...