Saturday, July 31, 2010

Ikue Mori and Zeena Parkins #video










#Listening to Garden, by Ikue Mori

Japanese composer, improviser, drummer (and graphic designer) will return to Portugal, to play once again at Jazz em Agosto festival. This year, Ikue's electronics will take part on Evan Parker's extended Electro-Acoustic Ensemble, Sunday the 8th of August.

Garden is an amazing record released by Tzadik in 1996.



Thursday, July 29, 2010

#Listening to RED Trio's debut CD on Clean Feed



Red is an extreme tone, the chromatic colour resembling the hue of blood. Extreme, because our eyes capture red on the longest wavelengths of light discernible by the human vision. For longer wavelengths we are below red and our naked eyes are unable to see anything.
The music played by the portuguese RED trio can have this dual behavior. Organic, like the vital fluid running on our veins, it can supply substance for a wide range of sensations. At the same time it's extremely free. Free improvisation, as free music and all art forms should be. Free ideas, free speech. From near silence to full noise, a wide spectrum of aural emotions.

Rodrigo Pinheiro (piano), Hernani Faustino (double bass), Gabriel Ferrandini (drums) will play live at Jazz em Agosto festival, next Saturday 14th of August.

RED Trio's debut CD is out now on Clean Feed.


Saturday, July 17, 2010

Ned Rothenberg, solos





Ned Rothenberg will be in Lisbon next month, for Jazz em Agosto 2010, together with Evan Parker's Electro-Acoustic Ensemble.

Thursday, July 15, 2010

#Listening to The Eleventh Hour, by Evan Parker's Electro-Acoustic Ensemble








The Eleventh Hour is the fourth album from Evan Parker’s Electro-Acoustic Ensemble.
Computer technology and sampling sharing a sound field with a range of acoustic instruments, where free improvisation copes with real-time sound processing.  Architectural music: shapes, structures, ideas and colours. Dense, huge and imposing. Powerful.

Evan Parker’ ever-expanding  Electro-Acoustic Ensemble will play live in Lisbon, at Jazz em Agosto 2010.

Monday, July 12, 2010

Axel Krygier @ TEDx Buenos Aires

A mash-up of jazz, rock, electronica, cumbia, Argentinian folklore and experimental music. Keep or eyes (and ears!) on Crammed Disks: "Pesebre", Axel Krygier's first release outside Argentina, will be released next September.


Thursday, July 08, 2010

Jazz em Agosto 2010: entrevista a Rui Neves


O outro lado do jazz chega a Lisboa no próximo mês de Agosto. O festival da Fundação Gulbenkian começa no dia 6 com a dupla John SurmanJack DeJohnette, encerrando duas semanas depois, Domingo 15, com o colectivo transnacional e plurigeracional Circulasione Totale Orchestra. Entre estas duas datas, o cartaz da 27ª edição do Jazz em Agosto, continua o trabalho ímpar de divulgação das músicas criativas da nossa contemporaneidade. Destacaremos a programação do JeA 2010 ao longo das próximas semanas. Arrancamos com cinco questões colocadas ao programador do festival, Rui Neves.

JeA 2010, "o outro lado do Jazz". Bright side or dark side? O JeA é um festival de Jazz underground?
Não de todo, creio, embora haja sempre nas programações o que possa ser considerado underground, que é, de resto, uma designação datada: hoje, a bem dizer, não existe quase nada underground, tudo está recuperado e não é possível guardar segredos; o termo apareceu nos meados do séc. XX e ficou desgastado pela realidade emergente e eu próprio vivi essa época. O actual processo de globalização e desenvolvimento tecnológico acabou por permitir trazer tudo à luz do dia, o que, por outro lado, fez aumentar o nível do lixo dos pleonasmos e sequelas, ou seja, inutilidades. Assiste-se mesmo à imposição e homologação nos media de propostas artísticas duvidosas apresentadas como undergroundsegredos bem guardados e que pouco significam. Ora, é preciso saber separar o trigo do joio. 
O outro lado do jazz que o JeA refere e entendemos adoptar esta forma mais imediata de comunicação, explica-se mais pelas direcções alternativas, selectivas e inovadoras do jazz que o festival tem veiculado sincronicamente com os tempos, porque o jazz é música em constante mutação.

Continuamos com a dialéctica Europa / América. Gostava de focar a Europa. Actualmente, quais sãos os pólos geográficos mais interessantes? Escandinávia? Alemanha? França? UK?
É precisamente pela dialéctica Europa = América que surge o jazz mais criativo e interessante na actualidade e no Hemisfério Norte, hegemonicamente, embora a dialéctica se exerça também em relação a quase todo o mundo. O próximo futuro revelará os efeitos da mundialização desta linguagem que, por enquanto, ainda está muito enfeudada a exotismos de world music que se esfregam na superfície do jazz.
Como pólos geográficos do jazz de ponta, o mais criativo, o que mais interessa, afinal, nomeio os palcos das metrópoles como Nova Iorque, Chicago, Paris, Londres, Berlim, Tóquio e cidades como Amesterdão, Bruxelas, Oslo, Copenhaga, Sydney, porque se constituem como plataformas de oportunidades, ponto de encontro de músicos, de reconhecimento e de mais eficaz distribuição. O jazz não é música rural, é música das grandes cidades, alimentando-se de outras, tal como, nos primeiros tempos, se alimentou dos standards da Broadway.

Portugal está fortemente representado na edição 2010 do JeA. Entrou no mapa do Jazz contemporâneo?
O Jazz em Agosto sempre apresentou realidades nacionais com parcimónia, isto é, com sentido de exigência e oportunidade em revelar projectos diferentes pouco conhecidos. Que não se esqueçam os primeiros projectos de António Pinho Vargas, Mário Laginha, Zé Eduardo ou Carlos Martins nos anos 1980. Na edição deste ano e depois de dois anos sem representações portuguesas, tanto o RED TRIO como o OPEN SPEECH TRIO do flautista Carlos Bechegas - contrastantes entre si - comprovam que a distância é agora menor entre o que, em áreas inovadoras, existe internacionalmente e nacionalmente.

O Jazz actual relaciona-se bem com a electrónica live? Que expectativas para o concerto do Electro-Acoustic Ensemble de Evan Parker?
Miles Davis nos fim dos anos 1960, é sabido, começou a usar instrumentos electrónicos no jazz: o piano eléctrico Fender Rhodes e a beneficiar do trabalho de pós produção em estúdio de Teo Macero. Desde então, com o surto tecnológico e na transição da era analógica para a nova era digital, os horizontes expandiram-se de tal maneira que ninguém se surpreende que agora se utilizem laptop’s acrescidos ao jazz. A música do EPEAE, embora não seja 100% jazz tem nela contidos e em relevância, solistas de jazz; a envolvência electrónica de forma muito organizada no seu caso, evita qualquer tipo de caos libertário que se possa imaginar; o EAE que terá a valorização de um artista processador de imagem em tempo real, forjará, acredito, uma meta música que deve bastante ao jazz.

A programação do JeA volta a incluir grandes formações. Conseguimos identificar um fenómeno recente de transposição para os dias de hoje da tradição das big bands americanas?
A inclusão de grandes formações, habituais nas programações do Jazz em Agosto, são possíveis pelo orçamento do festival, dado adquirido, constituindo uma das suas diferenças no universo português. As grandes formações inovadoras da actualidade, mesmo americanas, não se regem pela das big bands originais, organizações de 15 elementos com piano, secção rítmica + naipes de trompetes, saxofones, trombones. Existe mais liberdade agora na constituição das orquestras, que deixaram de ter a rigidez das big bands, até porque, o trabalho dos compositores e conceptualistas do jazz que as formam e dirigem, é muito mais evoluído.


Wednesday, July 07, 2010

Life In A Day, powered by Google and Ridley Scott



From Google´s official blog:
“Life in a Day,” a historic cinematic experiment that will attempt to do just that: document one day, as seen through the eyes of people around the world. On July 24, you have 24 hours to capture a snapshot of your life on camera. You can film the ordinary -- a sunrise, the commute to work, a neighborhood soccer match, or the extraordinary -- a baby’s first steps, your reaction to the passing of a loved one, or even a marriage.

Kevin Macdonald, the Oscar-winning director of films such as The Last King of Scotland, Touching the Void and One Day in September, will then edit the most compelling footage into a feature documentary film, to be executive-produced by Ridley Scott, the director behind films like Gladiator, Black Hawk Down, Thelma & Louise, Blade Runner and Robin Hood. LG Electronics is supporting "Life in a Day" as a key part of its long-standing "Life’s Good" campaign and to support the creation of quality online content that can be shared and enjoyed by all.

The film will premiere at the 2011 Sundance Film Festival and if your footage makes it into the final cut, you’ll be credited as a co-director and may be one of 20 contributors selected to attend the premiere.